quinta-feira, 26 de abril de 2012

Resenha feita por Raquel Valter

O blog também é um local para socializarmos a produção dos alunos a partir das provocações lançadas no mate-papo. Confira abaixo os destaques apontados pela Raquel Valter, aluna do terceiro semestre noturno do Uniritter, após o evento:

            O povo chinês passa uma imagem de rude e impessoal, devido ao seu crescimento econômico ser, em grande medida, obtido às custas de infrações aos direitos humanos, com trabalho infantil, escravo, e sob condições desumanas. Além disso, se apresenta ao mundo com um governo autoritário, com restrições em diversas áreas como religião, liberdade de imprensa, e alguns obstáculos quanto ao uso da internet. Devido ao pouco conhecimento sobre a China e a possuirmos somente estas imagens do país, quando Rosana Pinheiro-Machado nos conta sobre o valor dado aos relacionamentos sociais pela cultura chinesa, uma grande surpresa e curiosidade surgiram. "Guanxi" é o nome dado para os laços afetivos que constroem as redes de relacionamentos e que incluem a população trabalhadora, empresários e autoridades do governo. Para os chineses, a camaradagem entre as pessoas, sejam elas do governo ou não, é algo comum e legal. Para se fazer negócios com os chineses o mais importante não é fechar o contrato em si, mas criar um vínculo de confiança entre as partes.

A tese que deu origem ao livro “Made in China” muito pode ser relacionada com as Relações Internacionais. A primeira questão levantada (como tantas bugigangas chinesas vinham parar nos camelôs de Porto Alegre?) já envolve as Relações Internacionais, pois falamos de mercadorias atravessando fronteiras. Continuando seu caminho percorrido nos estudos de pós-graduação, a autora nos conta sobre os taiwaneses que migraram para o Paraguai, muitos deles de forma ilegal, o que invoca novamente as R.I devido o trânsito de pessoas entre países. O terceiro ponto a ressaltar pode ser o da valorização dos relacionamentos pessoais, onde Rosana afirma que, para empresários estrangeiros fazerem negócios com os chineses, uma boa dica é buscar o relacionamento de maneira mais pessoal, afetiva e que possa desenvolver confiança recíproca. E por fim, mas não o último item que pode ser relacionado, é quando se fala em “China-Mundo”, onde ninguém está livre do fenômeno chinês, acabando, no final das contas, todos dependentes do relacionamento com os mesmos (mesmo os europeus, que seriam os mais temerosos, erguendo barreiras às “bugigangas”, precisam da soja, aço, etc.).

Caso queiram saber um pouco mais do que pensa  Rosana Pinheiro Machado, acesse o site: http://www.rosanapinheiromachado.com.br/

Até mais..

Equipe Mate Papo

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