O blog também é um local
para socializarmos a produção dos alunos a partir das provocações lançadas no
mate-papo. Confira abaixo os destaques apontados pela Raquel Valter, aluna do
terceiro semestre noturno do Uniritter, após o evento:
O povo chinês passa uma imagem de rude e impessoal, devido ao
seu crescimento econômico ser, em grande medida, obtido às custas de infrações
aos direitos humanos, com trabalho infantil, escravo, e sob condições
desumanas. Além disso, se apresenta ao mundo com um governo autoritário, com
restrições em diversas áreas como religião, liberdade de imprensa, e alguns
obstáculos quanto ao uso da internet. Devido ao pouco conhecimento sobre a
China e a possuirmos somente estas imagens do país, quando Rosana Pinheiro-Machado
nos conta sobre o valor dado aos relacionamentos sociais pela cultura chinesa,
uma grande surpresa e curiosidade surgiram. "Guanxi" é o nome dado
para os laços afetivos que constroem as redes de relacionamentos e que incluem
a população trabalhadora, empresários e autoridades do governo. Para os
chineses, a camaradagem entre as pessoas, sejam elas do governo ou não, é algo
comum e legal. Para se fazer negócios com os chineses o mais importante não é
fechar o contrato em si, mas criar um vínculo de confiança entre as partes.
A
tese que deu origem ao livro “Made in China” muito pode ser relacionada com as
Relações Internacionais. A primeira questão levantada (como tantas bugigangas
chinesas vinham parar nos camelôs de Porto Alegre?) já envolve as Relações
Internacionais, pois falamos de mercadorias atravessando fronteiras.
Continuando seu caminho percorrido nos estudos de pós-graduação, a autora nos
conta sobre os taiwaneses que migraram para o Paraguai, muitos deles de forma
ilegal, o que invoca novamente as R.I devido o trânsito de pessoas entre
países. O terceiro ponto a ressaltar pode ser o da valorização dos
relacionamentos pessoais, onde Rosana afirma que, para empresários estrangeiros
fazerem negócios com os chineses, uma boa dica é buscar o relacionamento de
maneira mais pessoal, afetiva e que possa desenvolver confiança recíproca. E
por fim, mas não o último item que pode ser relacionado, é quando se fala em
“China-Mundo”, onde ninguém está livre do fenômeno chinês, acabando, no final
das contas, todos dependentes do relacionamento com os mesmos (mesmo os
europeus, que seriam os mais temerosos, erguendo barreiras às “bugigangas”, precisam
da soja, aço, etc.).
Caso queiram saber um
pouco mais do que pensa Rosana Pinheiro Machado, acesse o site:
http://www.rosanapinheiromachado.com.br/
Até mais..
Equipe Mate Papo
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