domingo, 17 de novembro de 2013

Lançamento do livro "As Relações Internacionais em Debate".

Capa do livro (Foto: Alexandre Tessler)


O Projeto Mate-Papo lançou oficialmente o livro "As Relações Internacionais em Debate" neste domingo na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. No início da noite, estavam presentes no térreo do Memorial do RS os professores Marc Deitos e Cristine Zanella, organizadores do projeto e do livro, além de alguns dos palestrantes que participaram dos encontros no decorrer do ano de 2013.


(Foto: Alexandre Tessler)

O livro mostra em detalhes os encontros que aconteceram no decorrer deste ano e a visão de palestrantes e profissionais reconhecidos em suas áreas. A obra pode ser adquirida por R$ 30 na editora do UniRitter.

(Foto: Alexandre Tessler)



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mate-Papo Open Air recebe especialista em geopolítica

(Foto: Alexandre Tessler)
O céu limpo, o sol escaldante e o sotaque castelhano marcaram o Mate-Papo da manhã de sexta-feira passada, no espelho d’água do UniRitter. A edição Open Air do evento contou com a presença do geógrafo especializado em geopolítica, Professor Catedrático Emérito da Universidad Autónoma de Madrid e Honoris Causa da UNIJUÍ, Dr. Clemente Herrero Febregat.

Esteve presente o Reitor do UniRitter, Telmo Rudi Frantz, que fez a apresentação do convidado e iniciou o debate com a pergunta: "O que é geopolítica?".

(Foto: Alexandre Tessler)
Com um "portunhol" objetivo, o professor Febregat começou falando sobre a divisão de classes dentro de uma análise geopolítica - clássica, cibernética e cognitiva. Segundo ele, um cenário específico deve ser analisado  e compreendido juntamente com quatro poderes dentro da geopolítica - econômico, político, cultural e religioso - para só então definirmos metas e estratégias a serem estudadas em um cenário.

Atualmente, Febregat dedica-se ao estudo da geopolítico cognitiva, e explica que "é preciso ver não só o mapa, mas a influência geográfica". Segundo o professor, "já não há mais a conquista e sim o controle do espaço". A geopolítica cognitiva, muito usada pelos governos, consiste em "controlar a mente". O uso da "violência simbólico e delicada" e a "desinformação" são  características desse tipo de classe da geopolítica.

(Foto: Alexandre Tessler)

Para o professor, um cenário deve ser avaliado, primeiramente, aplicando-lhe uma escala, que pode ser pequena, média ou grande. Quanto maior é a amplitude geográfica do cenário, menor é a escala. Se analisarmos, por exemplo, apenas os conflitos internos na Síria, aplicaremos uma grande escala. Agora, se formos levar em consideração os conflitos no Oriente Médio, a escala passa a ser média; e em nível mundial, torna-se pequena. 

Claro que, nesse caso, não adianta serem analisado apenas os conflitos na Síria, senão contextualizá-los no Oriente Média. Segundo Febregat, aí está a chave para analisar um cenário dentro de suas possibilidades. Saber qual classe e qual escala da geopolítico se aplica a diferentes situações.

(Texto: Alexandre Tessler)