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| (Foto: Alexandre Tessler) |
O céu limpo, o sol escaldante e o sotaque castelhano marcaram o Mate-Papo da manhã de sexta-feira passada, no espelho d’água do UniRitter. A edição Open Air do evento contou com a presença do geógrafo especializado em geopolítica, Professor Catedrático Emérito da Universidad Autónoma de Madrid e Honoris Causa da UNIJUÍ, Dr. Clemente Herrero Febregat.
Esteve presente o Reitor do UniRitter, Telmo Rudi Frantz, que fez a apresentação do convidado e iniciou o debate com a pergunta: "O que é geopolítica?".
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| (Foto: Alexandre Tessler) |
Com um "portunhol" objetivo, o professor Febregat começou falando sobre a divisão de classes dentro de uma análise geopolítica - clássica, cibernética e cognitiva. Segundo ele, um cenário específico deve ser analisado e compreendido juntamente com quatro poderes dentro da geopolítica - econômico, político, cultural e religioso - para só então definirmos metas e estratégias a serem estudadas em um cenário.
Atualmente, Febregat dedica-se ao estudo da geopolítico cognitiva, e explica que "é preciso ver não só o mapa, mas a influência geográfica". Segundo o professor, "já não há mais a conquista e sim o controle do espaço". A geopolítica cognitiva, muito usada pelos governos, consiste em "controlar a mente". O uso da "violência simbólico e delicada" e a "desinformação" são características desse tipo de classe da geopolítica.
Claro que, nesse caso, não adianta serem analisado apenas os conflitos na Síria, senão contextualizá-los no Oriente Média. Segundo Febregat, aí está a chave para analisar um cenário dentro de suas possibilidades. Saber qual classe e qual escala da geopolítico se aplica a diferentes situações.
(Texto: Alexandre Tessler)
Atualmente, Febregat dedica-se ao estudo da geopolítico cognitiva, e explica que "é preciso ver não só o mapa, mas a influência geográfica". Segundo o professor, "já não há mais a conquista e sim o controle do espaço". A geopolítica cognitiva, muito usada pelos governos, consiste em "controlar a mente". O uso da "violência simbólico e delicada" e a "desinformação" são características desse tipo de classe da geopolítica.
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| (Foto: Alexandre Tessler) |
Para o professor, um cenário deve ser avaliado, primeiramente, aplicando-lhe uma escala, que pode ser pequena, média ou grande. Quanto maior é a amplitude geográfica do cenário, menor é a escala. Se analisarmos, por exemplo, apenas os conflitos internos na Síria, aplicaremos uma grande escala. Agora, se formos levar em consideração os conflitos no Oriente Médio, a escala passa a ser média; e em nível mundial, torna-se pequena.
(Texto: Alexandre Tessler)



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