Após o nosso último encontro, dia 17 de abril, tendo como convidada a Professora Sílvia Regina Ferabolli, com o assunto de "Mundo Árabe", foram realizadas atividades em salas de aulas sobre o tema do Mate-Papo. Selecionamos um trabalho, realizado pela aluna Watusy Castro Barcelos, como um exemplo do aproveitamento das discussões do Mate-Papo em sala de aula.
*Jano (em latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de
Janeiro. Jano tinha duas faces, uma
olhando para frente e outra para trás, e dele derivam os nomes da Montanha Jano e o Rio Jano, pois ele viveu na montanha. Ele foi o inventor das guirlandas,
dos botes, e dos navios, e foi o primeiro a
cunhar moedas de bronze; por isto que em várias cidades da Grécia, Itália e Sicília,
em suas moedas, trazem em um lado um rosto com duas faces e no outro um barco,
uma guirlanda ou um navio.
A dinâmica
Política do Mundo Árabe
Autora:
Watusy Castro Barcelos (aluna de Relações Internacionais - UniRitter)
(Texto
elaborado a partir do Mate-Papo com Sílvia Ferabolli)
Dentro da atividade realizada, onde o enfoque é a discussão da
dinâmica política do Mundo Árabe. Torna-se quase indescritível definir o
conceito de “mundo árabe” dentro das Relações Internacionais. Sendo o mesmo de
grande amplitude, a classificação deste é diversificada até mesmo dentro do
universo árabe. O conceito “árabe” pode ser relacionado à etnia, ligado à
parentesco (pais árabes), à lingüística, relacionada ao exercício da fala e
língua árabe e também à geografia, onde “árabe” se refere ao indivíduo que
reside nos países membros da Liga Árabe.
De grande relevância também, é a denominação de “Primavera Árabe”
aos acontecimentos e reações desencadeados dentro do mundo árabe, e como tais
são exposto através de um filtro dos países do centro às sociedades
periféricas. Tais acontecimentos recebem apoio e exposição internacional diferenciados
de acordo de acordo com os interesses das potências mundiais. A entrevistada
cita países como a Arábia Saudita, e Israel como exemplo, ao relacionar os
movimentos populares ocorridos em cada um, não possuindo um padrão fixo de
acordo com as parcerias internacionais com as grandes potências orientais.
Desta forma, que a posição do Ocidente em relação ao “mundo árabe” é
difícil, um claro exemplo citado que confirma tal afirmação é a diferença da
relação dos Estados Unidos, e a sua divergência política fixa no “Oriente Médio
(Israel)” relacionada aos interesses de garantia de livre comércio de petróleo
no mercado internacional e controle da hegemonia israelense, o que justifica o
protecionismo americano a Israel dentro do cenário internacional. Diferença que
é clara ao analisar o projeto do Euro Mediterrâneo da União Européia que, mesmo
após quinze anos não obtém sucesso e gera outro acordo de cooperação
internacional entre os países árabes tocados pelo processo do Euro Mediterrâneo.
Por fim, o mais importante a ressaltar é o desconhecido processo
acelerado árabe com relação a áreas de livre comércio, presença de cortes de
OMC e industrialização. O mesmo processo é desconhecido muitas vezes no meio
internacional, o que dificulta a visão da sociedade árabe em transformação,
devido à esta relação entre os países árabes e o aumento da tecnologia de
informação que desencadeia um processo de identificação e a descoberta da
relação comum entre tais países, vistos por nós somente com “uma face de Janus*”
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